Caminhadas Jane´s Walk em São Paulo

Este ano, o Instituto Mobilidade Verde, que organiza as caminhadas Jane´s Walk em São Paulo desde 2013 modificou o formato da caminhada. A partir de março, qualquer pessoa que desejar liderar uma caminhada Jane´s Walk coordenadas pelo Instituto,  poderá faze-las na cidade de São Paulo  obedecendo algumas orientações:

  • As caminhadas Jane´s Walk são gratuítas e voluntárias
  • Informar o Instituto mobilidade verde sobre a data da caminhada
  • Lembrar que o objetivo das caminhadas  é a construção de relações sociais e integração: sociedade e cidade.
  • Caminhadas podem ser temáticas, encontre uma e junte-se a nós
  • As fotos da caminhadas e informações podem ser carregadas diretamente do site internacional  Janeswalk.org

mais informações contato@mobilidadeverde.org

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Fundador da Green Mobility é convidado para o Advisor Board do WRI Ross Prize for Cities

Foi  lançado oficialmente em Nova York  o WRI Ross Prize for Cities, uma premiação internacional para Cidades, planejadores, pensadores urbanos, ativistas urbanos que estão transformando suas cidades através de intervenções urbanas de micro e macro escala. São atividades cujo efeito traz mudanças profundas na forma como as pessoas ocupam a cidade ou influenciam novas formas de ocupação e uso do solo, que podem inspirar outras cidades. Lincoln Paiva, fundador da Green Mobility e do Instituto Mobilidade Verde foi convidado para fazer parte do grupo de conselheiros do prêmio.

 

WRI Ross Prize for Cities

Cidade de Pedestres

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Organizado por Victor Andrade e Clarisse Linke, o livro traz experiências nacionais e internacionais de caminhabilidade. O Instituto Mobilidade Verde participa do livro no capítulo de Metodologias.

Caminhar é a forma mais democrática de se locomover. O debate em torno da qualidade de vida nas cidades contemporâneas e sobre a importância de se pensar e planejar o espaço urbano para o pedestre é um dos mais relevantes e urgentes na agenda mundial hoje. Cidades de pedestres reúne textos com análises e cases sobre caminhabilidade assinados por reconhecidos especialistas nacionais e internacionais, técnicos e pesquisadores – incluindo arquitetos, economistas, médicos -, em que o pedestre é o protagonista do espaço público, e a cidade, a expressão de uma efetiva democracia.

Acesse o link para comprar:  livraria Cultura

 

Performance urbana discute o espaço do corpo na construção do lugar em Hong Kong

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Alunos de Mestrado da Universidade Politécnica de Hong Kong

 

O projeto foi realizado através de uma cooperação entre Instituto Mobilidade Verde e alunos de mestrado da Universidade Politécnica de Hong Kong para criar intervenção urbana com o objetivo de  discutir a função do corpo na construção do lugar pelas ruas de Hong Kong, China.

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O objetivo da performance era explorar lugares de Hong Kong  através do  corpo, ou seja,  como podemos através do corpo re-significar lugares? Como podemos construir novos lugares  a partir da presença do nosso corpo? Qual a relação entre corpo e lugar? Como a partir da experiência do corpo, do lugar podemos desenhar espaços urbanos melhores?

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A idéia inicial era apenas ocupar lugares com o corpo em pontos estratégicos da cidade, trazer a dimensão humana para estes espaços de forma que o corpo pudesse interagir com o cotidiano das pessoas. Um corpo imóvel em lugares de alta fruição, traz que tipo de desconforto? A cidade tem espaço para áreas de contemplação?  Durante o processo de planejamento no local foram incorporados outros elementos de discussão: com a verticalização e o excesso de obstrução na paisagem natural , Hong Kong cria limitação de espaços onde as pessoas podem enxergar o céu.

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Por uma política de microintervenções urbanas nas cidades

O Parklet materializou  a discussão inicial sobre o uso do espaço público

No final de  2012, junto com outros parceiros, propomos uma microintervenção urbana na cidade  de São Paulo que até então inédita na América Latina. Muitos disseram  que não seria possível porque  naquela época o carro dominava 100% da via pública. A situação era a seguinte: Você podia parar um carro na via pública o tempo que você quisesse, mas a cidade não tinha nenhum mobiliário urbano público para o cidadão sentar. Que cidade era essa que tratava o motorista como cidadão de primeira classe e pedestres como cidadãos de 5ª categoria?

Em 2013 o projeto saiu do papel e propomos com outros parceiros um projeto piloto que utilizava a vaga de 2 carros para construção de um espaço de convivência, de descanso, de encontro. Nasceu o primeiro Parklet da America Latina, instalado na esquina da rua Padre João Manuel esquina com a Av. Paulista,  uma intervenção  temporária para gerar uma experiência  sobre como se comportam as pessoas num equipamento que retirava uma vaga de carro na cidade em troca de áreas de convivência. Em pouquíssimo tempo descobrimos que o Parklet não tirava vaga de carros nas ruas, mas que os carros estavam retirando o espaço de 300, 400 pessoas por dia que utilizam estes equipamentos na rua. Descobrimos que a maioria dos usuários eram compostos por trabalhadores de baixa renda que faziam diversos  usos ao longo do dia, espaço para leitura, para almoçar, para encontrar amigos, para descanso de idosos, entre outros usos. Trabalhadores que antes utilizavam as muretas de vasos de plantas da Av. Paulista.

A evolução do Parklet

O Parklet cumpriu sua função na cidade de São Paulo, e ainda é usado como política pública para discutir o uso do solo com mais equidade em diversos pontos da cidade, cabendo a sociedade civil discutir o uso destes equipamentos, fiscalizar e manifestar-se sobre sua ocupação, no entanto,   é preciso avançar nas políticas públicas urbanas permanentes para melhorar a vida do cidadão e estimular a mobilidade a pé.

Descobrimos que é possível utilizar este espaço da rua em benefício do cidadão, a retirada do estacionamento do carro não prejudicou o motorista nem o comerciante e não trouxe problemas de tráfego ou acidentes, pelo contrário, faz três anos que estes dispositivos são instalados na cidade de São Paulo e hoje em dia  são instalados em todo Brasil e América Latina.

É possível agora fazer a extensão das calçadas de forma definitiva, ampliar o espaço do pedestre, instalar mobiliários urbanos definitivos, entre outras intervenções que melhoram não apenas a vida do pedestre, mas a paisagem urbana.

É preciso entender que o Parklet foi uma discussão sobre o uso de espaços públicos, mas agora em São Paulo  é preciso avançar em soluções permanentes, todas as cidades que desenvolvem políticas de parklet precisam entender a necessidade de avançar em políticas permanentes para favorecer o pedestre. É fato que políticas que estimulam a caminhada a pé, a fruição e a permanência das pessoas nos espaços públicos melhoram a segurança pública e a dinâmica da cidade.

Pesquisa de caminhabilidade com deficientes visuais

Caminhabilidade é o estudo do porque as pessoas caminham ou deixam de caminhar num determinado local. Existem diversas questões relacionadas com o incentivo a mobilidade a pé como por exemplo as condições da infraestrutura física. Há outras questões ligadas a outros fatores como familiaridade, percepção de segurança, afetividade entre outras questões mais subjetivas. Muita vezes a avaliação da caminhabilidade é empobrecida pela capacidade que temos em apenas observar as questões mais objetivas, técnicas etc.  Os deficientes visuais percebem a cidade de outra forma, que valoriza outros sentidos e formas de perceber a cidade. A cidade é complexa para quem consegue enxergar, mas os deficientes visuais conseguiram desenvolver outros sentidos que ajudam na sua compreensão da cidade, mais rica em percepções. O ruído, o vento, o cheiro, áreas abertas,  são as bases de como eles constroem  a sua realidade na cidade.

Na próxima quarta-feira 20 de julho iremos fazer uma caminhada com deficientes visuais, esta experiência faz parte dos nossos estudos sobre caminhabilidade e queremos aprender com os deficientes visuais a perceber a cidade de uma outra forma.

A caminhada é aberta para o público , quem quiser participar é só chegar

encontro , quarta-feira as 9h as 12h
Local : Parklet da rua Pe João Manuel , esquina com a av. Paulista ( ao lado do conjunto Nacional).
Procurar Giulia

contato@mobilidadeverde.org