Instituto Mobilidade Verde e Swissnex Brazil

SWISS BRAZIL

No sábado, dia 7 de maio, o IMV participou do workshop de soluções para a cidade promovido pela Swissnex Brazil, uma empresa suiça público-privada focada em educação pesquisa e inovação. A empresa contatou um grande grupo de especialistas em transporte e poluição, bikeativistas e interessados em geral para discutir formas de aplicar no Brasil o projeto de pesquisa suíço chamado BeMap.

O projeto, desenvolvido por universitários da EPFL – Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne –  consiste em um sensor projetado para bicicletas que é capaz de medir o nível de poluição dos trajetos que o ciclista percorre e criar, em código aberto, um índice de poluição de acordo com o trajeto percorrido.

Numa escala de verde a vermelho – que pode ser regulada de acordo com os níveis de medição de poluição de cada cidade – o ciclista faz seu percurso e consegue criar um mapeamento automático da poluição dentro dos percursos feitos, apenas por meio de uma conexão USB do sensor a um computador que contenha o mapa da cidade carregado.

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O projeto, da forma que foi desenvolvido, abre a possibilidade de melhorar os percursos de ciclovias existentes, deslocando os projetos de ciclovias para áreas menos poluídas com o auxílio direto dos próprios ciclistas, que podem compartilhar e comparar melhores rotas para sua saúde, ficando menos expostos a áreas mais poluídas.

Como parte da discussão do projeto no Brasil, o grupo Swissnex Brazil propôs uma atividade anterior ao workshop. Reuniu ciclistas interessados e forneceu 10 sensores a eles para que fizessem o teste da ferramenta em alguns percursos de ciclovias do Municipio de São Paulo. Os percursos escolhidos foram pensados para todas as regiões da cidade – Norte, Sul, Leste Oeste – e para os 3 períodos do dia – manhã, tarde e noite.

Por falta de quórum as medições acabaram sendo feitas apenas em ciclovias centrais – marginal Pinheiros e centro velho – mas já puderam dar uma pequena amostra da poluição a qual se está exposto nestes percursos de ciclovias. Demostrou-se, não em nível de pesquisa, mas de teste, que não apenas o ciclista, mas também os pedestres estão bastante expostos a poluição nestes trechos. No entanto, o mais interessante foi perceber que os motoristas de automóveis particulares são os que, de longe, estão mais expostos aos malefícios da poluição, já que, por proposta do IMV, a Swissnex Brazil também distribuiu 2 sensores para motoristas de taxi, que fizeram parte da amostragem.

O resultado dos dados e mapas da amostragem não pôde ser utilizados no workshop de discussão como base numérica, mas ajudaram na reflexão do grupo de que os danos da poluição podem nos afetar fortemente mesmo quando pensamos que estamos protegidos dentro do automóvel.

Depois do workshop de discussão, que contou com técnicos do ITDP, CET, ONGS, coletivos e ciclistas, o IMV agora vai em busca de como podemos nos apropriar no Brasil, a começar por São Paulo, deste sensor e dessa tecnologia suíça que, mesmo em fase de teste, já demonstra que pode ser uma ferramenta importante no processo de mudança cultural e política no que diz respeito a troca dos modais motorizados de transporte pelos não motorizados. Essa mudança é urgente e com certeza todos temos a ganhar com ela, começando com o que nos é essencial, nossa saúde.

por Letticia Rey

Instituto Mobilidade Verde está na cidade de Portland – EUA, estudando os Jardins de Chuva

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Portland tem desenvolvido projetos urbanos para melhorar a qualidade da água do rio que corta a cidade  ao mesmo tempo que controla os riscos de  inundação e a  integração:  microdrenagem e  paisagem urbana.

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Em 2005 a prefeitura e a Universidade de Portand instalaram o projeto Green Street no centro da cidade. Trata-se de uma intervenção urbana inovadora, eles desenvolveram um conjunto de jardins de chuva projetados para capturar e infiltrar aproximadamente 8.000 m² de escoamento de agua da chuva. A instalação do projeto priorizou o espaço dos pedestres. O projeto tem demonstrado que áreas fortemente urbanizadas podem receber projetos de microdrenagem urbana com benefícios ambientais sem interferir na paisagem urbana.

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Os jardins de chuva são coletores de águas pluviais superficiais, a água da chuva é interceptada antes de cair na boca de lobo e ir para as galerias. Hoje toda água da chuva vai diretamente para as galerias e transportadas até os pontos de lançamento, ou seja, para os rios da cidade ou para as bacias de amortecimento ( piscinões).  O Jardim de chuva  intercepta a água antes de chegar na boca de lobo, a agua é acumulada num jardim que recebe um tratamento com pedra, cascalho, areia etc… que filtra a água  e permite a infiltração da água no solo a uma taxa de  20 cm  de água por hora. Os jardins de chuva recebem a água da sarjeta e do passeio de pedestre, eles estão interconectados, desta forma, dependendo da intensidade da chuva o excedente é enviado para o proximo jardim e assim sucessivamente.  A quantidade de água e infiltração  vai depender da profundidade e tamanho do jardim.

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Os jardins de chuva são utilizados como Traffic Calming, ajudam nas travessias de pedestres, ilhas de canalização de fluxo de veículos…

O Instituto Mobilidade Verde juntamente com o Engenheiro especializado em recursos hídricos Guilherme Castagna , estão desenvolvendo o primeiro projeto de jardins de chuva na via pública, o objetivo é ajudar o  de São Paulo regulamentar os jardins de chuva como um instrumento urbanístico da cidade e contribuir com  o sistema de micro-drenagem , paisagem urbana e qualidade de vida dos cidadãos.

12644755_10201253915266350_7761164493617622340_nLincoln Paiva / Presidente do Instituto Mobilidade Verde

Caderno especial do Estado de São Paulo destaca opinião do Instituto Mobilidade Verde sobre importância de andar a pé

Reportagem especial do Jornal Estado de São Paulo de hoje, Aniversário de SP, onde destaco a importância do pedestre na cidade , sem uma política para diminuir a hostilidade ao pedestre, jamais teremos qualidade de vida que merecemos…

“O ambientalista Lincoln Paiva, presidente do Instituto Mobilidade Verde, também defende que é preciso pensar a mobilidade do ponto de vista do pedestre. Para ele, as pessoas só vão gostar de andar a pé se a cidade deixar de ser hostil ao pedestre. “As pessoas têm medo de andar na rua. Faltam árvores, temos ilhas de calor espalhadas pela cidade, as travessias não são facilitadas. Faltam lugares para que as pessoas possam sentar e descansar”, explica.

Para ele, a implementação de mais ciclovias também conversa com isso. “Em geral se acha que elas são importantes só para o ciclista, mas são para o pedestre. Onde há uma ciclovia, a cidade fica mais calma, porque a velocidade dos carros diminui. E ter mais gente andando na rua deixa também a cidade mais segura.”

clique no link: Estado de São Paulo

Cidades apostam no Urbanismo Caminhável

urbanismo_caminhavel_P_112GJundiaí – SP , foi a primeira cidade brasileira a apostar numa ferramenta de auditoria de caminhabilidade  para avaliar o quão caminhável são as ruas do centro da cidade, a partir de um estudo aprofundado com técnicos, especialistas e participação da sociedade. O resultado foi um relatório com indicadores chave onde foi possível identificar as prioridades para investimentos em intervenções e projetos urbanos para mudar a lógica de mobilidade urbana. O trabalho contou com a consultoria do Instituto Mobilidade verde, Zoom Arquitetura e da Urbanista Thaisa Froes. Outras cidades começam a se interessar pelo tema, ocorre que cidades caminháveis são mais desenvolvidas e proporcionam maior qualidade de vida aos seus cidadãos… Cidades caminháveis são mais vibrantes, demandam menos recursos, as pessoas são mais felizes e economicamente viáveis.