Prefeito Haddad inaugura projeto social de ativação de espaço público do Instituto Mobilidade Verde

Hcozinha25oje inauguramos a Cozinha São Paulo, um projeto da gastronomia com impacto social, o objetivo é ativar a Praça dos Arcos. Trata-se de um projeto social que movimenta toda uma cadeia de alimentação saúdavel:  pequenos agricultores familiares orgânicos, distribuição justa, jovens cozinheiros da periferia da cidade, educação, escola de cozinha e nutrição.  Toda renda é revertida para grupo de jovens cozinheiros da periferia para iniciar um negócio na área de gastronômia. A curadoria dos jovens cozinheiros  é feita pelo Bruno Capão, do Sustenta Capão Redondo. Também foi criado uma equipe de mentores com a ajuda da Betty Kovese da Escola de culinária Wilma  Kovese  e do professor de gastronomia Carlos Siffert que orienta os jovens. Os Mentores são os Chefs Checho Gonzales, Dagoberto Torres e Jorge Gonzales, também participam a Fenanda Danelon do Guandu,  Aspard da Kaiorós e a Laura Alonso da Associação de Nutricionistas de São Paulo. Toda a coordenação do projeto é feita pelo Instituto Mobilidade Verde.

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Instituto Mobilidade Verde traz conceito inovador de cozinha colaborativa para o espaço público.

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O espaço público é o espaço de uso comum, ou seja, de posse de todos. Entendendo-se a cidade como local de encontros e relações sociais.

Como incentivar as atividades coletivas onde o convívio e as trocas entre diferentes grupos da sociedade urbana poderiam acontecer através da cultura de ocupação e de espaços compartilhados e colaborativos?

Os espaços da cidade como experiência pública colaborativa.

O espaço público nos grandes centros urbanos tem se tornado com freqüência em espaços de fruição, de passagem e na maior parte da opinião pública reconhecido como o espaço de ninguém. Então o espaço privado passou a ser reconhecido como o espaço público pela classe média e provocado conflitos sociais como por exemplo os “Rolezinhos” na periferia, existe um claro descompasso sobre a discussão sobre o espaço público e privado. Ocorre que últimos anos, com a melhoria das condições de vida das pessoas, o crescimento da classe média, o aumento do intercâmbio de estudantes no exterior e os movimentos mundiais de ocupação da cidade, o espaço público voltou a ser discutido, sobretudo pela população mais jovem. Essa discussão ainda que de forma incipiente passou a fazer parte do debate cotidiano da mídia e de centenas de grupos, coletivos, ONGs, associações de moradores e também dos gestores públicos. O espaço público é o território onde as experiências de ocupação cidadã podem acontecer com maior impacto na vida das pessoas.

O Instituto Mobilidade verde vem nos últimos anos trabalhando com experiências cidadãs, através de implantação de intervenções urbanas que visam discutir a cidade como bem comum. Desde o ano passado estamos estudando novas formas de ocupação de espaços públicos que possibilitem novos usos e funções para a Praça, entendemos que toda praça tem uma vocação particular em função do uso da comunidade de seu entorno, algumas praças tem vocação artística , outras são mais voltada para criação de hortas comunitárias, outras para esportes e outras como experiência urbana. Identificar a vocação de cada praça é fundamental para reforçar o sentido de pertencimento e para um bom projeto de intervenção urbana. Escolhemos trabalhar com a vocação gastronômica porque a praça que utilizamos para o estudo se encaixava perfeitamente com esta vocação, também percebemos que a praça estava com o seu uso e potencial limitado, em função da forma como ela foi se transformando ao longo dos anos, permanecendo apenas como espaço de fruição, embora seja ocupada por diferentes grupos e tenha vida , mas infelizmente tinha pouco uso como espaço de permanência como resultado da ausência completa de mobiliário urbano, equipamentos esportivos e culturais. A praça está situada no início da Av. Paulista , próximo da rua Angélica , próximo do restaurante Riviera, ícone cultural dos anos 70 e 80 é cortada pela rua Minas Gerais onde esta localizado o restaurante Sal, também é utilizada por grupos vegetarianos e veganos .

 Local :
Praça Marechal Cordeiro de Farias , 66 – ( Praça dos Arcos)
A Praça está localizada no bairro de Higienópolis, (Distrito da Consolação), na região central da cidade de São Paulo. Tem início no final da Avenida Paulista, tendo como esquinas as ruas Minas Gerais, Itápolis e as avenidas Angélica e Paulista.
Também é conhecida como “Praça dos Arcos”, apresenta a escultura Arcos ou Caminho, também chamada de Arco-Iris metálico, de autoria da artista plástica Lilian Amaral e do arquiteto Jorge Bassani, composta de arcos coloridos que permitem a passagem do público por entre os arcos. Foi uma encomenda em comemoração ao centenário da Avenida Paulista, em dezembro de 1991.

A praça hoje é um espaço de fruição, algumas atividades são realizadas por grupos de ciclistas , skatistas , veganos e street dance,

 Cozinha Comunitária , uma experiência cidadã.

Trata-se de um projeto sem fins lucrativos, cujo objetivo é gerar uma experiência cidadã inédita, um projeto de ativação de espaços públicos através da gastronomia comunitária.

Diferente de um restaurante ou um food truck instalado no espaço público, a Cozinha São Paulo é um projeto interativo, onde as pessoas poderão ter uma experiência completa sobre gastronomia. Aprender sobre alimentação saudável, participar de oficinas, workshops com chefs famosos ou cozinheiros fantásticos da periferia. Também será um espaço onde as pessoas Irão consumir produtos de pequenos produtores orgânicos da cidade. Também será incentivado o empreendedorismo, jovens profissionais, chefs e cozinheiros poderão fazer eventos gastronômicos e divulgarem seus trabalhos de forma temporária.

Cozinha São Paulo

 A Cozinha São Paulo é uma experiência de ocupação de espaço público inovadora , que une Gastronomia Social, formação profissional de jovens cozinheiros, educação, incentivo a agricultura familiar e pequenos eventos comunitários voltado para o incentivo ao empreendedorismo, agricultura orgânica e o uso do espaço público. Também traz a discussão sobre a função social do espaço público, não apenas como meio de descanso, esporte e lazer, mas de educação e formação cidadã.

 Um container de 5m X 2, 40 foi equipado com uma cozinha profissional, foi instalado na Praça dos Arcos juntamente com mesas e bancos de pic nic.

O projeto é baseado em 3 pilares:

1 –Transformação Social
2 -Incentivo a agricultura familiar orgânica , limpa e micro-empreendedorismo
3 -Eventos e oficinas gastronômicos sociais

1 -Educação cidadã e Transformação social
A Cozinha São Paulo será utilizada para apoiar escolas de cozinhas que necessitam de espaço. Os horários vagos serão cedidos para escolas e chefs utilizarem para workshops

Cozinheiros Micro-empreendedores passam por um processo de orientação por um time de mentores e fazem estágios em alguns dos melhores restaurantes antes de “pilotarem a cozinha SP”.

2 -Incentivo a agricultura familiar orgânica e Limpa e Microempreendedorismo na área de gastronomia.

Uma cozinha para chamar de minha:
Nós queremos apoiar micro-empreendedores sobretudo da periferia da cidade, o horário do almoço será reservado para que jovens cozinheiros amadores e profissionais, chefs, membros da comunidade, que nunca tiveram oportunidade para iniciar um projeto de gastronomia, a idéia é que eles possam utilizar o espaço e a estrutura da cozinha para divulgação do seu trabalho de forma temporária ( 1 mês, máximo 3) , os recursos obtidos serão utilizados para dar impulso inicial ao sonho destas pessoas.

Reunimos um grupo de mentores, especialistas em comida de rua e gastronomia que irão orientar esses jovens cozinheiros . Eles contarão com um cozinheiro profissional que vai ajudar no dia a dia da cozinha.

Os produtos utilizados na Cozinha precisam ser adquiridos diretamente dos agricultores familiares cadastrados no projeto. Nos queremos incentivar a agricultura familiar orgânica e no menu, deverá estar especificado de qual produtor familiar veio determinado produto.

3 -Eventos e oficinas gastronômicos sociais
O projeto manterá uma agenda de atividades , oficinas , workshop, aulas de cozinha gratuitas no espaço

Compostagem Orgânica

Todo resíduo orgânico serão processados e transformados em fertilizantes naturais pelo Instituto Guandu.

Mesas de Pic Nic

O espaço contará com 8 mesas comunitarias e bancos para sentar

Crowdfunding
Criamos um sistema de crowdfunding onde a população, usuários podem contribuir com recursos para manutenção da cozinha.

As pessoas contribuem com recursos para pagar água, energia elétrica, compostagem , curadoria, distribuição, em troca recebem recompensas saborosas, tais como refeições , aventais, tour

Sobre o Instituto Mobilidade Verde:

Instituto Mobilidade Verde
O Instituto Mobilidade Verde é uma ONG sem fins lucrativos que trabalha com a Mobilidade Urbana e ocupação do solo como meio de desenvolvimento social, através de atividades  que ajudam a colocar as pessoas em contato com seu meio ambiente urbano e com a sua comunidade  com o objetivo de preencher as  lacunas sociais e geográficas criando  espaços para as cidades descobrirem-se.

Serviço:
Inauguração dia 23/08
12hs

Intervenções urbanas a favor do Urbanismo Caminhável

Urbanismo Caminhável é um método desenvolvido para classificar o quanto uma rua ou cidade é caminhável, trata-se de uma leitura de como uma  cidade pode melhorar a qualidade de vida das pessoas através da melhoria da sua caminhabilidade. Ocorre que as cidades são pensadas 100% para o carro, com a aplicação do método, fica fácil perceber os problemas que uma pessoa encontra ao caminhar falta de sinalização, arborização, excesso de ruídos, conforto térmico, condições  das calçadas, o tempo de travessia, a falta de espaços públicos, falta de acessibilidade entre outras questões… Além disso, o método leva em consideração outros indicadores como uso e ocupação do solo, saúde, atropelamentos, zoneamento… O objetivo é dar ferramentas de avaliação de caminhabilidade para que o poder público possa identificar os maiores problemas e aplicar intervenções urbanas para melhorar a condição das vias, tornando-as muito mais caminháveis, quanto mais caminhável é uma cidade mais saudável ela é  e melhor qualidade de vida ela trará aos seus cidadãos.

Oficina de Intervenções públicas na cidade de Jundiaí ( fotos Urbanismo Caminhável Jundiaí)
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Todo o processo é colaborativo, realizado junto com a população.6630a9_4036aea4b46e4880975aec6f90d725e6.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 6630a9_bf9728c0278b40ba94beaebb98c9ebc4.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 6630a9_f1bf0227b2da4a20a6eae3c6564d89a9.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 10153005_859435037481132_5052448952871465039_n

Laboratório de Caminhabilidade é instalado na praça da Matriz em Jundiaí – SP

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O Instituto Mobilidade Verde , o escritório de arquitetura e Urbanismo Zoom e a arquiteta Thaisa Froes, se uniram para criar o coletivo Urbanismo Caminhável, com o propósito de reunir experiências, estudar e aplicar o conceito de caminhabilidade nas cidades brasileiras. O grupo já havia aplicado diversas ações de placemaking ( construção de lugares em tradução livre) na cidade de São Paulo, tais como os Parklets que foi trazido para o Brasil pelo grupo em 2012 , testado e transformado em politicas públicas na cidade de São Paulo e hoje está sendo desenvolvido por diversas capitais, os Pocket Parks, Praças, pesquisas envolvendo ocupação de espaços públicos. A metodologia de Urbanismo Caminhável desenvolvido pelo coletivo envolve 3 metodologias diferentes : “Caminhabilidade” ( Walkability) , Walkscore ( pontuação por uso e ocupação do solo) , Placemaking ( Construção de Lugares). A junção destas três metodologias permite classificar um trajeto ou uma rua a partir de um ponto de partida através de um perímetro de estudo. A classificação gera uma pontuação em função das condições das vias : Contagem de pedestres, Condições das Calçadas, Ruídos, Conforto Térmico, sinalização, Dinâmica , tamanho do Quarteirão, declividade, acessibilidade, amenidades entre outras medidas. A partir deste diagnostico que é feito em duas etapas: Caminhadas com a população para medir a percepção coletiva sobre os espaços dedicados aos pedestres e técnico com medição realizada por especialistas. A partir de um algoritimo desenvolvido pelo grupo, o trajeto e as ruas são classificadas por um sistema de pontuação que leva em conta variáveis objetivas e subjetivas. Continuar lendo

Instituto Mobilidade Verde recebe diploma de premiação da Bienal Internacional de arquitetura de Quito

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Grupo é premiado na Bienal de Arquitetura de Quito , Zoom Arquitetura, H2C, Superlimão ,Contain’IT e Instituto Mobilidade Verde. O projeto ficou em 2º lugar na categoria  “Desenho Urbano e Arquitetura da Paisagem” , pelo potencial de renovação urbana provocada pelas pequenas áreas de convívio na cidade, contriubuição para mudança cultural e paisagem na cidade.

Instituto Mobilidade Verde participa da Mesa Cidade para as Pessoas no III encontro de Municipios

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O evento é promovido pela FNP ( Frente Nacional dos Prefeitos) em Brasília nesta 4ª feira as 15:45

Mesa D – Cidades para as pessoas: calçadas, travessias, acessibilidade e o incentivo à inserção da bicicleta no sistema viário

08/04 – 15h45 às 17h30Local: Sala 13

O modelo urbano ideal de cidade requer mais do que um transporte público eficiente. O uso indiscriminado do automóvel cresceu ao lado da precariedade das calçadas, o que configura uma redução dos espaços públicos para as pessoas. Como melhorar as calçadas para o principal meio de locomoção: andar a pé? Como incentivar a bicicleta como alternativa de transporte, inserindo-a no sistema urbano com segurança e eficiência? Quais as experiências e resultados visíveis?

Instituto Mobilidade Verde é contratada para desenvolver o Plano de Mobilidade Urbana de Ilha Bela

Ilha_Bela_023Foto:  Jurema Oliveira

O Instituto Mobilidade Verde ganhou a licitação    para desenvolver o Plano de Mobilidade Urbana Sustentáve  de Ilha Bela , com a responsabilidade de envolver os municípes para  pensar o futuro da cidade de forma mais sustentável e mais humana em relação aos seus deslocamentos. O município arquipélago de Ilhabela possui um território de 348,3 km² (IBGE) e suas principais ilhas são, pela ordem em termos de área, a de São Sebastião, a dos Búzios, a da Vitória e a dos Pescadores – todas habitadas. Fazem parte ainda do arquipélago os ilhotes das Cabras, da Sumítica, da Serraria, dos Castelhanos, da Lagoa, da Figueira e das Enchovas. A Ilha de São Sebastião – onde fica a área urbana do município – está localizada defronte aos municípios de  São Sebastião a noroeste e Caraguatatuba ao norte. Com 337,5 km²,  Ilha Bela  é a segunda maior ilha marítima do Brasil, superada apenas pelo  município de Florianópolis. O desafio está em respeitar o parque ecológico e ao mesmo tempo olhar para a frente, tendo a mobilidade como grande indutor do desenvolvimento econômico e social.