A importância de desenhar cidades que tenham sentido para os pedestres

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Estivemos em Bogotá para uma palestra no Fórum Internacional de Espaços Públicos sobre Urbanismo Caminhável, que é uma forma de organizar cidades atráves do desenho urbano que faça sentido para pedestres.

Bogotá tem transformado as ruas do centro  que eram para automóveis em ruas  para pedestres, não se trata apenas de tirar os carros das ruas, mas construir uma cidade que faça sentido para quem anda a pé e isso  tem dado muito certo. Há 3 anos estive em Bogotá e caminhei pelas mesmas ruas que agora  são apenas para pedestres, da outra vez , com o trânsito caótico minha caminhada foi bem menor e desconfortável, porque além de caótico  eu não me senti muito seguro ao caminhar, as fachadas eram ameaçadoras , tinha muito ruído e a cidade parecia meio deteriorada… Desta vez quanta diferença!!! A cidade é um convite para a Deriva… uma forma de conhecer a cidade sem mapas… ela te leva para descobrir seus encantos, e foi assim que caminhei cerca de 4 horas, por ruas totalmente para pedestres, arborizadas, caminhei por todo o centro antigo, candelária, o palácio do governo. É preciso planejar cidades que tenha lógica, que estejam conectadas com o turismo , lazer e o mais importante com os espaços públicos.

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Instituto Mobilidade Verde apresenta conceito “Urbanismo Caminhável” no III Forum Internacional de Espaços Públicos de Bogotá

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Durante e dias , diversos especialistas espaços públicos do mundo todo apresentaram e discutiram avanços na geração, construção, desenvolvimento e manutenção de espaços públicos.O Instituto Mobilidade Verde foi escolhido em função dos Projetos de Urbanismo Caminhável que tem desenvolvido nas cidade brasileiras.

Instituto Mobilidade Verde inaugura Cozinha São Paulo

cozinha_equipe1Hoje inauguramos a Cozinha São Paulo, um projeto da gastronomia com impacto social, o objetivo é ativar a Praça dos Arcos. Trata-se de um projeto social que movimenta toda uma cadeia de alimentação saúdavel:  pequenos agricultores familiares orgânicos, distribuição justa, jovens cozinheiros da periferia da cidade, educação, escola de cozinha e nutrição.  Toda renda é revertida para grupo de jovens cozinheiros da periferia para iniciar um negócio na área de gastronômia. A curadoria dos jovens cozinheiros  é feita pelo Bruno Capão, do Sustenta Capão Redondo. Também foi criado uma equipe de mentores com a ajuda da Betty Kovese da Escola de culinária Wilma  Kovese  e do professor de gastronomia Carlos Siffert que orienta os jovens. Os Mentores são os Chefs Checho Gonzales, Dagoberto Torres e Jorge Gonzales, também participam a Fenanda Danelon do Guandu,  Aspard da Kaiorós e a Laura Alonso da Associação de Nutricionistas de São Paulo. Toda a coordenação do projeto é feita pelo Instituto Mobilidade Verde.

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Instituto Mobilidade Verde traz conceito inovador de cozinha colaborativa para o espaço público.

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O Instituto Mobilidade verde vem nos últimos anos trabalhando com experiências cidadãs, através de implantação de intervenções urbanas que visam discutir a cidade como bem comum. Desde o ano passado estamos estudando novas formas de ocupação de espaços públicos que possibilitem novos usos e funções para a Praça, entendemos que toda praça tem uma vocação particular em função do uso da comunidade de seu entorno, algumas praças tem vocação artística , outras são mais voltada para criação de hortas comunitárias, outras para esportes e outras como experiência urbana. Identificar a vocação de cada praça é fundamental para reforçar o sentido de pertencimento e para um bom projeto de intervenção urbana. Escolhemos trabalhar com a vocação gastronômica porque a praça que utilizamos para o estudo se encaixava perfeitamente com esta vocação, também percebemos que a praça estava com o seu uso e potencial limitado, em função da forma como ela foi se transformando ao longo dos anos, permanecendo apenas como espaço de fruição, embora seja ocupada por diferentes grupos e tenha vida , mas infelizmente tinha pouco uso como espaço de permanência como resultado da ausência completa de mobiliário urbano, equipamentos esportivos e culturais. A praça está situada no início da Av. Paulista , próximo da rua Angélica , próximo do restaurante Riviera, ícone cultural dos anos 70 e 80 é cortada pela rua Minas Gerais onde esta localizado o restaurante Sal, também é utilizada por grupos vegetarianos e veganos .

 Local :
Praça Marechal Cordeiro de Farias , 66 – ( Praça dos Arcos)
A Praça está localizada no bairro de Higienópolis, (Distrito da Consolação), na região central da cidade de São Paulo. Tem início no final da Avenida Paulista, tendo como esquinas as ruas Minas Gerais, Itápolis e as avenidas Angélica e Paulista.
Também é conhecida como “Praça dos Arcos”, apresenta a escultura Arcos ou Caminho, também chamada de Arco-Iris metálico, de autoria da artista plástica Lilian Amaral e do arquiteto Jorge Bassani, composta de arcos coloridos que permitem a passagem do público por entre os arcos. Foi uma encomenda em comemoração ao centenário da Avenida Paulista, em dezembro de 1991.

Intervenções urbanas a favor do Urbanismo Caminhável

Urbanismo Caminhável é um método desenvolvido para classificar o quanto uma rua ou cidade é caminhável, trata-se de uma leitura de como uma  cidade pode melhorar a qualidade de vida das pessoas através da melhoria da sua caminhabilidade. Ocorre que as cidades são pensadas 100% para o carro, com a aplicação do método, fica fácil perceber os problemas que uma pessoa encontra ao caminhar falta de sinalização, arborização, excesso de ruídos, conforto térmico, condições  das calçadas, o tempo de travessia, a falta de espaços públicos, falta de acessibilidade entre outras questões… Além disso, o método leva em consideração outros indicadores como uso e ocupação do solo, saúde, atropelamentos, zoneamento… O objetivo é dar ferramentas de avaliação de caminhabilidade para que o poder público possa identificar os maiores problemas e aplicar intervenções urbanas para melhorar a condição das vias, tornando-as muito mais caminháveis, quanto mais caminhável é uma cidade mais saudável ela é  e melhor qualidade de vida ela trará aos seus cidadãos.

Oficina de Intervenções públicas na cidade de Jundiaí ( fotos Urbanismo Caminhável Jundiaí)
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Todo o processo é colaborativo, realizado junto com a população.6630a9_4036aea4b46e4880975aec6f90d725e6.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 6630a9_bf9728c0278b40ba94beaebb98c9ebc4.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 6630a9_f1bf0227b2da4a20a6eae3c6564d89a9.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 10153005_859435037481132_5052448952871465039_n

Laboratório de Caminhabilidade é instalado na praça da Matriz em Jundiaí – SP

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O Instituto Mobilidade Verde , o escritório de arquitetura e Urbanismo Zoom e a arquiteta Thaisa Froes, se uniram para criar o coletivo Urbanismo Caminhável, com o propósito de reunir experiências, estudar e aplicar o conceito de caminhabilidade nas cidades brasileiras. O grupo já havia aplicado diversas ações de placemaking ( construção de lugares em tradução livre) na cidade de São Paulo, tais como os Parklets que foi trazido para o Brasil pelo grupo em 2012 , testado e transformado em politicas públicas na cidade de São Paulo e hoje está sendo desenvolvido por diversas capitais, os Pocket Parks, Praças, pesquisas envolvendo ocupação de espaços públicos. A metodologia de Urbanismo Caminhável desenvolvido pelo coletivo envolve 3 metodologias diferentes : “Caminhabilidade” ( Walkability) , Walkscore ( pontuação por uso e ocupação do solo) , Placemaking ( Construção de Lugares). A junção destas três metodologias permite classificar um trajeto ou uma rua a partir de um ponto de partida através de um perímetro de estudo. A classificação gera uma pontuação em função das condições das vias : Contagem de pedestres, Condições das Calçadas, Ruídos, Conforto Térmico, sinalização, Dinâmica , tamanho do Quarteirão, declividade, acessibilidade, amenidades entre outras medidas. A partir deste diagnostico que é feito em duas etapas: Caminhadas com a população para medir a percepção coletiva sobre os espaços dedicados aos pedestres e técnico com medição realizada por especialistas. A partir de um algoritimo desenvolvido pelo grupo, o trajeto e as ruas são classificadas por um sistema de pontuação que leva em conta variáveis objetivas e subjetivas. Continuar lendo

Instituto Mobilidade Verde recebe diploma de premiação da Bienal Internacional de arquitetura de Quito

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Grupo é premiado na Bienal de Arquitetura de Quito , Zoom Arquitetura, H2C, Superlimão ,Contain’IT e Instituto Mobilidade Verde. O projeto ficou em 2º lugar na categoria  “Desenho Urbano e Arquitetura da Paisagem” , pelo potencial de renovação urbana provocada pelas pequenas áreas de convívio na cidade, contriubuição para mudança cultural e paisagem na cidade.