Intervenções urbanas a favor do Urbanismo Caminhável

Urbanismo Caminhável é um método desenvolvido para classificar o quanto uma rua ou cidade é caminhável, trata-se de uma leitura de como uma  cidade pode melhorar a qualidade de vida das pessoas através da melhoria da sua caminhabilidade. Ocorre que as cidades são pensadas 100% para o carro, com a aplicação do método, fica fácil perceber os problemas que uma pessoa encontra ao caminhar falta de sinalização, arborização, excesso de ruídos, conforto térmico, condições  das calçadas, o tempo de travessia, a falta de espaços públicos, falta de acessibilidade entre outras questões… Além disso, o método leva em consideração outros indicadores como uso e ocupação do solo, saúde, atropelamentos, zoneamento… O objetivo é dar ferramentas de avaliação de caminhabilidade para que o poder público possa identificar os maiores problemas e aplicar intervenções urbanas para melhorar a condição das vias, tornando-as muito mais caminháveis, quanto mais caminhável é uma cidade mais saudável ela é  e melhor qualidade de vida ela trará aos seus cidadãos.

Oficina de Intervenções públicas na cidade de Jundiaí ( fotos Urbanismo Caminhável Jundiaí)
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Todo o processo é colaborativo, realizado junto com a população.6630a9_4036aea4b46e4880975aec6f90d725e6.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 6630a9_bf9728c0278b40ba94beaebb98c9ebc4.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 6630a9_f1bf0227b2da4a20a6eae3c6564d89a9.jpg_srb_p_630_420_75_22_0.50_1.20_0 10153005_859435037481132_5052448952871465039_n

Laboratório de Caminhabilidade é instalado na praça da Matriz em Jundiaí – SP

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O Instituto Mobilidade Verde , o escritório de arquitetura e Urbanismo Zoom e a arquiteta Thaisa Froes, se uniram para criar o coletivo Urbanismo Caminhável, com o propósito de reunir experiências, estudar e aplicar o conceito de caminhabilidade nas cidades brasileiras. O grupo já havia aplicado diversas ações de placemaking ( construção de lugares em tradução livre) na cidade de São Paulo, tais como os Parklets que foi trazido para o Brasil pelo grupo em 2012 , testado e transformado em politicas públicas na cidade de São Paulo e hoje está sendo desenvolvido por diversas capitais, os Pocket Parks, Praças, pesquisas envolvendo ocupação de espaços públicos. A metodologia de Urbanismo Caminhável desenvolvido pelo coletivo envolve 3 metodologias diferentes : “Caminhabilidade” ( Walkability) , Walkscore ( pontuação por uso e ocupação do solo) , Placemaking ( Construção de Lugares). A junção destas três metodologias permite classificar um trajeto ou uma rua a partir de um ponto de partida através de um perímetro de estudo. A classificação gera uma pontuação em função das condições das vias : Contagem de pedestres, Condições das Calçadas, Ruídos, Conforto Térmico, sinalização, Dinâmica , tamanho do Quarteirão, declividade, acessibilidade, amenidades entre outras medidas. A partir deste diagnostico que é feito em duas etapas: Caminhadas com a população para medir a percepção coletiva sobre os espaços dedicados aos pedestres e técnico com medição realizada por especialistas. A partir de um algoritimo desenvolvido pelo grupo, o trajeto e as ruas são classificadas por um sistema de pontuação que leva em conta variáveis objetivas e subjetivas. Continuar lendo

Instituto Mobilidade Verde recebe diploma de premiação da Bienal Internacional de arquitetura de Quito

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Grupo é premiado na Bienal de Arquitetura de Quito , Zoom Arquitetura, H2C, Superlimão ,Contain’IT e Instituto Mobilidade Verde. O projeto ficou em 2º lugar na categoria  “Desenho Urbano e Arquitetura da Paisagem” , pelo potencial de renovação urbana provocada pelas pequenas áreas de convívio na cidade, contriubuição para mudança cultural e paisagem na cidade.

Instituto Mobilidade Verde participa da Mesa Cidade para as Pessoas no III encontro de Municipios

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O evento é promovido pela FNP ( Frente Nacional dos Prefeitos) em Brasília nesta 4ª feira as 15:45

Mesa D – Cidades para as pessoas: calçadas, travessias, acessibilidade e o incentivo à inserção da bicicleta no sistema viário

08/04 – 15h45 às 17h30Local: Sala 13

O modelo urbano ideal de cidade requer mais do que um transporte público eficiente. O uso indiscriminado do automóvel cresceu ao lado da precariedade das calçadas, o que configura uma redução dos espaços públicos para as pessoas. Como melhorar as calçadas para o principal meio de locomoção: andar a pé? Como incentivar a bicicleta como alternativa de transporte, inserindo-a no sistema urbano com segurança e eficiência? Quais as experiências e resultados visíveis?

Folha de São Paulo de hoje traz guia especial sobre Parklets e entrevista com presidente do Instituto Mobilidade Verde

10994595_10200166808569362_5419527559638145341_n O Jornal Folha de São Paulo edição desta sexta-feira 13 de fevereiro, traz um guia com todos os parklets instalados na cidade de São Paulo, 10 deles foram instalados pelo coletivo Parklit e teve participação do Instituto Mobilidade Verde. A reportagem mostra a importância destes espaços para a cidade, o incentivo a ocupação do espaço público e o parklelt como inspiração para outras cidades. link para materia de capa : Guia da Folha link para endereços: Guia da Folha

Parabéns cidade de São Paulo pelos seus 461 anos

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“Um Parklet não substitui uma praça, um Parklet estimula o cidadão a frequentar o espaço público”
Lincoln Paiva

Em agosto de 2013 fizemos uma pesquisa com 1.000 pessoas durante 4 dias em frente ao CEUMA e Universidade Mackenzie durante a primeira intervenção de Parklet na cidade de São Paulo. 99,99% das pessoas pesquisadas nunca tinham ouvido falar em parklet e muitos achavam “estranho” ocupar o espaço do carro. Recentemente fizemos uma nova pesquisa com 1.000 pessoas na avenida Paulista , 80% já tinham ouvido falar em Parklet nas redes sociais, 50% já haviam passado por um na cidade, 20% eram frequentadores habituais… Dos pesquisados apenas 30% morava perto de uma praça, menos 10% dos que moravam perto de uma praça, frequentava uma praça na cidade… Obrigado São Paulo por deixar-nos ocupar seus pequenos espaços.